| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Furnariidae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Synallaxiinae |
| De Selys-Longchamps, 1839 | |
| Espécie: | P. rufifrons |
O joão-de-pau é uma ave passeriforme da família Furnariidae.
Seu nome significa: do (grego) phakellos = feixe de varas; e de domos = casa; do (latim) rufo, rufus = avermelhado, castanho; e de frons = frente, fronte, testa. - Pássaro de fronte ruiva que faz sua casa com gravetos.
Também é conhecido como carrega-madeira (Bahia), teutônio, joão-garrancho, joão-graveto (Minas Gerais), joão-graveteiro e casaca-de-couro (Pernambuco), carrega-pau (norte do Rio de Janeiro), guacho e joão-peneném (Zona da Mata Mineira).
Ave de pequeno porte, medindo cerca de 16 centímetros. A principal característica é a cor levemente amarronzada da testa, contrastando com a cabeça, mais escura. Leve linha superciliar clara, com um risca negra, fina, após o olho. A cauda é comprida e movimentada lateralmente, quando a ave está excitada.
O casal possui um dueto em que um inicia o canto e, depois de pouco tempo, o segundo emite uma risada mais curta, levemente acelerada no final. Cantam a qualquer hora do dia, às vezes dentro do ninho. O voo para entrar na estrutura é muito rápido, podendo passar despercebida a chegada ou saída dos moradores.
Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares, alimentando-se de insetos obtidos na vegetação arbórea ou no solo, sob emaranhados de folhas caídas e capim entrelaçado.
Constrói ninhos enormes com gravetos (razão do nome comum). Os gravetos são relativamente grandes para o tamanho do passarinho. O casal atua em parceria na construção da casa, que será utilizada durante todo o ano pelos dois e pela ninhada (mesmo após voar) como local de abrigo. Ao terminar o primeiro ninho, o casal continua colocando material e construindo outros, em seqüência. Com isso, o galho de apoio começa a pender e a ficar coberto de material, destacando-se na paisagem. Em casos extremos, o ninho chega a 2 metros de comprimento. A câmara incubatória é forrada por grossa camada de penas, paina, etc., de formato esférico. O ninho geralmente localiza-se em árvores isoladas, na extremidade de galhos flexíveis, que acabam por vergar com o excesso de peso. Sua construção pode ocorrer com a participação de todo o grupo e não apenas do casal. Põe 3 ovos.
Habita campos com arbustos e árvores esparsas, árvores ao redor de construções em fazendas, bordas de capões de mata cercados de pastagens e outros ambientes semi-abertos.
O ninho do joão-graveteiro é o preferido para ser ocupado pelo joão-pinto, o qual depende de outras espécies para nidificar. Além dessa ave, as câmaras abrigam outras aves, pequenos mamíferos, répteis ou marimbondos. Em alguns casos, após disputas com os donos originais, em outros, ocupadas depois de abandonadas.
A ave em si é muito mais difícil de ser observada do que seu ninho. Além do porte, possui o comportamento de ficar escondida no meio das folhas de árvores e arbustos, voando rapidamente de pouso a pouso. Movimenta-se muito e logo dá o alarme, com piados agudos, sobre a presença de estranhos. Nesses momentos, os membros do grupo (varia de um casal até 10 aves) passam a repetir o chamado, enchendo a vegetação de gritos, mas pouco aparecendo.
Presente em duas regiões aparentemente separadas:
1) do Maranhão a São Paulo, abrangendo a maior parte da Bahia;
2) no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e noroeste do Paraná. Encontrado localmente também na Venezuela, Colômbia, Peru, Equador, Bolívia, Paraguai e Argentina.